sábado, 29 de março de 2014

Me entrego

Sei que me entrego, sempre ouço isso,
como se fosse algo ruim
Mas o que seria de mim, se não pudesse me doar
de corpo e alma
O que seria guardar tanto querer sem poder doar
Não me entrego pela metade
Não me entrego um pedacinho
Ou me dou por inteiro, ou não dou nem um passo
Ou é completo, ou é vazio
Não tenho meias intenções, nem meios desejos
Ou é verdadeiro, ou nem me aproximo
Sem meias palavras, sem sonhos pela metade
Que seja tudo repleto, farto
E que seja sempre eu
Que me doe, me entregue, e seja sempre eu
Sem medos, com medos, mas que seja inteiro
Que seja verdadeiro
Que não perca minha essência
E se alguém tiver medo, que não se aproxime então
Pois quando sinto tem que ser real e completo
Sei que dói mergulhar de cabeça
Mas me realizo na intensidade
E se meu coração se quebrar... sempre haverá outra chance
Sempre me refiz, e a dor também senti com intensidade
e sempre aprendi com ela também, pois o querer bem ensina,
mas o não querer também.
Coração cheio, sempre!!!

Por Sara Franco - Porto Velho/RO, 29/03/2014 - 12:11h am

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