sábado, 29 de março de 2014

Já não quero sorrir sozinha

Cansei, gostaria de te fazer um pedido
Não fale mais comigo por favor
Não me chame a atenção
Não me dê notícias suas
Não me diga bom dia, nem me diga que está ocupado
Não fale mais que sou ansiosa
Já me cansei, já se foi a ansiedade
Muito embora, não tenha me cansado de você
Me cansei de não te ter
Por favor, já não me faça sonhar
Não me deixe desejar, nem querer
Não me faça mais sorrir sozinha
Pois sei que dentro das suas convicções
Você não sabe o mal e o bem que me causa
Mais uma vez te peço
Se é para me deixar só, que seja sem dó
Não tenha pena de mim
Se cada dia vai me fazer ter intenções vazias
Agora quero me arrepender sim
Agradeço, 
Mas não me faça mais sorrir sozinha.

Por Sara Franco, PVH/RO, 29/03/2014

Nada, demais

O que acontece com esses meus pensamentos
Que amanheceram fervilhando
cheios de dúvidas, cheios de palavras, cheios de dizeres
Dizeres esses que nem todos podem ser ditos
Hoje amanheci assim
Insana talvez, transbordando e volátil
Melancólica, pode ser
Vazia, não
Incompleta, sim
A balança pendendo para um só lado
Sem equilíbrio
Sem medo
Cheia de incertezas

Por Sara Franco, Porto Velho/RO, 29/03/2014 - 14:29h

Cheia de nada

Acho que hoje estou assim, volátil
Me sentindo cheia de nada
Cheia de ter intenções
Cheia de esperar
Cheia de pensar
Cansada de desejar e ver o tempo passar
Talvez o tempo seja essa dimensão extra
da qual não consigo me desvencilhar
Estafada e sem respostas
Cansada de me sentir frágil
Sufocada por mim mesma.

Por Sara Franco, Porto Velho/RO, 29/03/2014 - 15:12h

E se

E se
Não fosse eu
Não fosse você
E se
Pergunta que atormenta
Pergunta sem resposta
E se
A dúvida retórica
A incerteza que incomoda
E se
Questão que se interrompe 
Interrogação que deixa pendência
E se...
Inquisição que me mata aos poucos
Não suporto a dúvida do "E se"

Por Sara Franco, Porto Velho/RO, 29/03/2014 - 14:18h

Me entrego

Sei que me entrego, sempre ouço isso,
como se fosse algo ruim
Mas o que seria de mim, se não pudesse me doar
de corpo e alma
O que seria guardar tanto querer sem poder doar
Não me entrego pela metade
Não me entrego um pedacinho
Ou me dou por inteiro, ou não dou nem um passo
Ou é completo, ou é vazio
Não tenho meias intenções, nem meios desejos
Ou é verdadeiro, ou nem me aproximo
Sem meias palavras, sem sonhos pela metade
Que seja tudo repleto, farto
E que seja sempre eu
Que me doe, me entregue, e seja sempre eu
Sem medos, com medos, mas que seja inteiro
Que seja verdadeiro
Que não perca minha essência
E se alguém tiver medo, que não se aproxime então
Pois quando sinto tem que ser real e completo
Sei que dói mergulhar de cabeça
Mas me realizo na intensidade
E se meu coração se quebrar... sempre haverá outra chance
Sempre me refiz, e a dor também senti com intensidade
e sempre aprendi com ela também, pois o querer bem ensina,
mas o não querer também.
Coração cheio, sempre!!!

Por Sara Franco - Porto Velho/RO, 29/03/2014 - 12:11h am

quarta-feira, 26 de março de 2014

Ser Eu

E que minha felicidade e vontade
de ser quem eu sou,
Seja maior que qualquer medo,
daquilo que me faz hesitar
diante do Ser Eu.
Pois nada pode ser tão perfeito,
quanto o Eu Superior em mim, e,
que não haja medo ao me deparar
frente a pessoa que vê o mundo através dos meus olhos.

Por: Sara Franco Barreto, Porto Velho/RO - 26/03/2014 - 10:00h AM.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Meu eu insano

E sem querer nesse meu eu insano
busco resposta para perguntas que nem sei formular
busco certezas para as dúvidas que talvez só caibam dentro de mim
Esse meu eu insano...
sempre me pregando peças
deveria também pregar uma tabuleta em minha testa
dizendo: aqui dentro jaz o orgulho, cuidado sentimentos frágeis,  coração em reconstrução.


Sara Franco - 21/03/2014 - 17:00h

quarta-feira, 12 de março de 2014

Ansiedade Calma

Sabe, hoje gostaria de escrever algo diferente daquilo que estou acostumada a escrever, que são meus poemas com toque romântico, com aquela beleza apaixonada que sempre acabo escrevendo.
Mas não sei como me expressar de outra forma, sempre acabo expondo meus pensamentos profundos, termino por colocar em palavras aquilo que está apenas dentro de mim. Não sei se isso é bom ou ruim, apenas sei que me alivia, e depois quando leio novamente, me arrependo de tudo que escrevi, não por ter sentido ou imaginado, mas por ter me exposto, por me tornar evidente diante de todos, me tornando assim desabrigada sentimentalmente.
Hoje vejo meu tempo se acabando, e sinto uma ânsia de viver cada coisa, como se de repente fosse passar e eu não pudesse apreciar os momentos.
Sinto vontade de colocar em prática, materializar, fazer real tudo o que imagino, como se em um instante fosse perder a oportunidade de fazê-lo. É como se soubesse que o vento irá soprar e que não poderei aproveitar o seu frescor naquela ocasião.
É a tal ansiedade, que como me disse um amigo, se for muita, consome. Então, disse ele, se faz necessário procurar ter uma "ansiedade calma". Para que a ansiedade não absorva por completo toda essa magia de pensamentos, desejos e sentimentos, que borbulham contidos em mim.
Eu, essa pessoa tão forasteira no mundo, um estereótipo, tentando ir na direção da correnteza e fazendo sempre tudo ao contrário, sem querer, me expondo de formas incorretas, de maneiras que eu mesma não gostaria de ser notada. Sempre reclusa em mim mesma, quando gostaria de me apresentar ao mundo, não o faço como deveria, e concedo impressões a meu respeito, que são verdadeiramente errôneas, apenas um modelo estereotipado e banal, daquilo que não sou eu.
E quem sou eu? Sou essa pessoa que vê através dos meus olhos, que está interiorizada nesse corpo, que tudo contempla, que tudo analisa, que busca informações do lado de fora e tenta entender o que ocorre dentro de mim, atras dessas janelas que são meus olhos. Essa sou eu verdadeiramente, esse ser que vê o mundo sob o olhar que é só meu.
Infelizmente, esse ser eu interno, é complicado, pois não sei me exteriorizar da forma como sou realmente, e isso me causa uma grande frustração, devido ao fato de não conseguir me mostrar verdadeiramente, e me enxergarem de forma deturpada. Minha jornada parece ainda ser longa no que diz respeito a evoluir nesse âmbito.
Acredito que algo está errado, errado em mim, algo precisa ser mudado, melhorado, moldado, até o momento em que meus olhos que apenas vêem, também possam mostrar a beleza e verdade daquilo que procuro ser.
As vezes penso que deveria me encarcerar, viver para mim somente, dentro de mim e dentro de casa, em uma clausura, pois sempre meto os pés pelas mãos, e estou ficando cansada de buscar e não encontrar alguém com quem dividir e compartilhar meus anseios, alguém que possa me conhecer com a autenticidade que mais ninguém conhece.

(texto não terminado - em breve concluirei)
Por Sara Franco Barreto - 12/03/2014 - 20:16h