É um termo sânscrito que significa:
• Fisicamente: ação
• Metafisicamente, designa a “lei de retribuição”, “lei de causa e efeito”ou “lei de compensação ética” – todos sinônimos.
O carma não castiga nem recompensa; é simplesmente a lei única, universal, que dirige infalivelmente e, por assim dizer, cegamente, todas as demais leis produtoras de certos efeitos ao longo de sulcos de suas causas respectivas.
A teosofia extraiu do budismo o ensinamento segundo o qual “o carma é o núcleo moral de todo ser, o único núcleo que sobrevive à morte e continua na transmigração (reencarnação)”.
Willian Kingsland, companheiro de Blavatsky, explica esse ensinamento afirmando que ele quer dizer, simplesmente que:
“depois de cada personalidade, não restam mais que as causas que esta produziu quando em vida; causas que são imperecíveis, isto é, que não podem ser eliminadas do universo até que sejam compensadas por seus verdadeiros efeitos, e destruídas por eles; tais causas – a não ser que sejam compensadas com efeitos adequados durante a vida da pessoa que as produziu – seguirão o Ego reencarnado na sua encarnação subsequente até que fique completamente restabelecida a harmonia entre os efeitos e as causas.
O carma não cria nem designa nada: o homem é quem traça e cria os efeitos; e este ajustamento não é um ato e sim a harmonia universal que tende sempre a recobrar a sua posição primitiva, como o galho de uma árvore que, dobrado com violência, tende a voltar a sua posição antiga com força correspondente. Se fratura-se o braço que tentou dobrar o galho, diremos que foi o galho que rompeu o braço, ou que o foi a própria imprudência de quem o dobrou que trouxe tal desgraça?